Uma porta aberta...

Eis o que diz o Santo e o Verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi - que abre e ninguém pode fechar; que fecha e ninguém pode abrir.

Conheço as tuas obras: eu pus diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar; porque, apesar de tua fraqueza, guardaste a minha palavra e não renegaste o meu nome.


Ap 3, 7-8

domingo, 22 de junho de 2014

Liberdade

“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta:
que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda!”

[Cecília Meireles - Romanceiro da Inconfidência]

terça-feira, 8 de outubro de 2013

“Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros mudam só as pessoas.”

[Caio Graco]

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A Flor e o Amor



Assim como a Flor
O Amor precisa ser regado
Para crescer, e não morrer
Não basta olhar e admirar
É preciso água todo dia
Adubo de vez em quando
Alguns dizem que conversar e carinho, sempre.


E ele não é como qualquer flor

Precisa crescer aos pares
Como a Amaryllis
Assim uma flor cuida da outra
E mais que duas flores
Serão uma única planta


E a ironia

É que a Flor precisa do Amor
Pra ser bem cuidada
Porque não basta cuidado
Mas precisa ser bem cuidada
Assim como o Amor precisa da Flor
Pra ser cuidado
Porque não basta cuidado
Precisa de bom cuidado
Senão definha
A Flor... e o Amor.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

"Nunca se deve engatinhar quando o impulso é voar."

[Helen Keller]

sábado, 14 de abril de 2012

Meu pai me ensinou...

"Meu pai não bebia, não fumava e morreu cedo. Não roubava e morreu pobre. Tirava o que tinha para dar para os outros e teve poucas pessoas para carregar seu caixão. Depois que ele morreu, nenhum parente perguntou se seu filho precisava ou não de algo. Ou seja, em vida meu pai me ensinou a ser a melhor pessoa que eu conseguir. Em morte, me ensinou a não esperar nada em troca por isso." 


[Danilo Gentili]

sábado, 1 de outubro de 2011

"Para que levar a vida tão a sério, se a vida é uma alucinante aventura da qual jamais sairemos vivos?"

[Bob Marley]

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

"Um professor sempre afeta a eternidade. Ele nunca saberá onde sua influência termina."
"A teacher affects eternity; he can never tell where his influence stops."

[The Education of Henry Adams - pág. 243, por Henry Brooks Adams]

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

"A vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver"


[José Saramago]

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

“Desaprovo o que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-lo.”

[Voltaire]

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

"Eu aprendi que quando um recém nascido aperta com seu pequeno punho, pela primeira vez, o dedo de seu pai, o têm preso para sempre."

[Gabriel Garcia Marques]

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

As leis inúteis enfraquecem as leis necessárias.

[Charles de Montesquieu]

segunda-feira, 20 de junho de 2011

It's now or never



It's now or never,
come hold me tight
Kiss me my darling,
be mine tonight
Tomorrow will be too late,
it's now or never
My love won't wait.

Elvis Presley

segunda-feira, 16 de maio de 2011

"Para alcançar conhecimento, adicione coisas todo dia. Para alcançar sabedoria, elimine coisas todo dia."

(Lao-Tsé)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

"Eu não posso ser seu dono,
mas eu posso ser seu...

ou seja,
eu não posso te tomar pra mim,
mas vc pode se dar a mim.
E vice-versa."

Welles Cleing

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A Semente...


"Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente."

terça-feira, 10 de março de 2009

Depilação Cavada

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve.
Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
_..é... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
-Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe de arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei
esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
Filha da puta foi a mulher que inventou a "cavadinha".
Autor(a): anônimo(a)

domingo, 24 de agosto de 2008

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Todos caem, mas apenas os fracos continuam no chão...

[Bob Marley]

Sem mais condições de sofrer...

Dificil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama.
Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer.
[Bob Marley]

Esse teu olhar

Esse teu olhar
Quando encontra o meu
Fala de umas coisas que eu não posso acreditar...
Doce é sonhar, é pensar que você,
Gosta de mim, como eu de você...
Mas a ilusão,
Quando se desfaz,
Dói no coração de quem sonhou,
Sonhou demais...
Ah, se eu pudesse entender,
O que dizem os seus olhos.

[Tom Jobim]

sábado, 26 de julho de 2008

Hoje vi a luz

.
Hoje vi a luz.

Ela veio na forma de mulher.
Mulher-menina.
Mulher-luz.
Que irradia tanto brilho.
Brilho que traz vida.
E contentamento.
Tanta paz.
Tanta tranquilidade.
Tanta felicidade.

Hoje eu vi a luz.
Ela não ofuscava.
Nem cegavava.
Mas trouxe em si toda a claridade.
Da preciosidade de viver.
Do amor que por ti tenho.

Hoje eu vi a luz.
Ela não brilhava como o Sol.
Nem se parecia a alguma estrela.
Não era de nenhuma lâmpada.
Mas iluminou minha alma.
Meu coração saiu da escuridão.
Minha vida ganhou sentido.
Agora tenho um farol a seguir.
Porto seguro a voltar.

A luz que vi só eu vi.
Ela iluminou meu mundo.
Não perderei mais de vista.
Não quero viver sem essa luz.
Que queima em paixão recíproca.
Essa luz dos olhos seus.
Mulher-menina.
Mulher-luz.

[Welles Cleing]

terça-feira, 22 de julho de 2008

Minha menininha

Minha menininha.
Que linda.
Minha mulher-menina.
Minha senhora,
Minha rainha.

Minha humilde menina,
Que em sua humildade se fez deusa.
Que por sua beleza,
Me fiz encantado.

Mulher-menina.
Menina linda encantadora.
Mulher perfeita arrebatadora.
Leva meu coração.
E minha alma.
Pois não sei se sou homem,
Se menino.
Só sei que mulher ou menina,
És a deusa-rainha de minha vida.

Se menina ou mulher.
Mulher-menina que me enlouquece.
De paixão e devoção.
Por um corpo pequeno,
Perfume mais raro.
Alma gigante,
Tal o céu estrelado.
Assim é minha menininha.
Meu amor,
Minha mulher-menina.
[Welles Cleing]

sábado, 19 de julho de 2008

Abro mão da primavera

Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.


[Pablo Neruda]

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Os teus pés

Quando não te posso contemplar
Contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
Teus pequenos pés duros,
Eu sei que te sustentam
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
A duplicada purpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram voo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.
Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem.

[Pablo Neruda]

Menina linda

Menina linda, o que você fez
Com a minha sanidade?
Brincou comigo outra vez
Isso não se faz, é maldade


E agora eu vivo por aí
Feito um cão sem dono
Procurando onde me esconder
Eu te procuroe você nem aí


Não se importa com o mal que me faz
Tanto faz
E ainda acha que não tem nada de mais
Me dizpor que você é assim


Não se importa com o mal que me faz
Tanto faz
E ainda acha que não tem nada de mais, tanto faz
Não se importa com o mal que me faz
Acha que tanto faz
E ainda acha que não tem nada de mais, tanto faz
Me diz por q você é assim



[Paulo Ricardo]

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Traga de volta...

.
Onde estás tu, amada minha?
O que fizestes de minh'alma...
Que perdeu o sossego?
Que levaste consigo?
.
Onde estás tu?

Por quais caminhos andas?
Quando há de trazer de volta,
Minha vontade de viver,
Minha doce criatura,
Linda mulher menina.
Perdição minha.
.
Traga de volta sua doce presença.

Seu sorriso maroto.
Minha vida.
Meu tudo.
Meu desespero.
.
Traga até mim,

Finda criatura sem brilho,
De volta os raios de seu olhar,
A vida que dele transborda.
Leva a sombra pra longe.
.
Meu coração está negro.

Sem lua.
Sem esperança.
Senão a de que não chegou inda o fim.
Será que dará certo?
.
Não adia pra mais,

Pois a última faisca de vida
Está agora queimando.
Minha vida.
Meu vício.
Minha loucura.
.
Por onde andas?

Traga de volta.
Sacia comigo.
Desejo ardente.
Mata a saudade que devora.
.
Linda rainha, senhora de meus sonhos.

Senhora de minha vida.
Meu anjo.
Meu demônio.
Meu ar.
.
Volta.

Só não traga minha alma sem a sua.
Traga de volta...
A alma, minha e sua...
.
[Welles Cleing]